Homenagem à Augusto Boal: por uma estética teatral dos 5 sentidos!
Augusto Boal
Teatro do Oprimido
O Teatro do Oprimido é um sistema que abrange um conjunto de técnicas, exercícios e jogos teatrais, sintetizados por Boal, com o objetivo de tornar o teatro mais acessível a todas as pessoas que desejam se expressar por meio dessa arte. Partindo do princípio de que a linguagem teatral é uma linguagem humana, Boal acreditava que ela poderia e deveria ser utilizada por todos. Nesse sistema, o espectador se torna ator da sua própria história, conforme vai se apropriando dos meios de produção teatral, ou seja, conforme vai se apropriando das técnicas das quais precisa para se expressar por meio do teatro.
Por uma Estética dos 5 sentidos!
Além de sua importância política, o Teatro do Oprimido também se destaca por sua Estética própria: uma arte pedagógica que, para se inserir na realidade política e social, busca ir além do que os olhos podem ver.
Boal afirmava que qualquer verdade pode se modificar de acordo com a cultura do grupo social em que está inserida. Da mesma forma, nossos sentidos são seletivos: podemos olhar para uma determinada realidade social (reluzida pela cultura de um grupo de pessoas) e nos recusar a enxergá-la. Nossos sentidos também podem esconder ou nos enganar. Para Boal, a arte tem o papel de revelar aquilo que se esconde, tocando no que sentimos ao observar algo, alguém ou alguma situação.
Por isso, o Teatro do Oprimido tira o espectador do lugar de passividade e o leva à ação.
O Teatro Fórum, por exemplo – uma das modalidades do Teatro do Oprimido –, coloca o espectador dentro da cena, para que ele mesmo possa lidar com a situação de opressão enfrentada por sua personagem. No Teatro Invisível – outra modalidade –, a encenação ocorre sem que o público saiba que se trata de uma representação, colocando uma personagem em situação de opressão e dando liberdade para que a plateia (que se pensa real) possa intervir na cena.
Através dos sentidos — e do sentir —, o teatro pode mostrar algo que estava escondido, algo que não seria óbvio, mesmo que estivesse à vista. Como disse Boal: “Torna consciente o que já estava em nós impregnado.” Boal conta que, certa vez, um camponês do MST afirmou: “O Teatro do Oprimido é bom porque nos ensina tudo o que já sabíamos!”
A palavra “estética” está relacionada ao termo grego "aisthēsis", que significa sensação, percepção ou sensibilidade.
Boal diz que a Estética nasce com o bebê, já que, desde bebês, somos marcados por nossos sentidos. Nossos primeiros contatos com o mundo são estéticos, “organizadores de sensações” do mundo ao redor, dos desejos, perigos, ameaças, prazeres etc. A partir dessas sensações, nos integramos ao mundo que habitamos. Para Boal, essa forma de se relacionar com o mundo faz parte de uma linguagem estética, assim como o teatro, a dança e as artes plásticas.
Por isso, uma Estética dos Sentidos – que nos leve a sentir e a agir, alinhando nossas sensações e percepções sobre o mundo –, pode nos ajudar a nos inserir de modo conveniente em uma realidade social, tornando-nos capazes de transformá-la. Além disso, ela amplia em muitas camadas a nossa percepção própria, tanto no plano individual quanto no coletivo.
Além de sua importância política, o Teatro do Oprimido também se destaca por sua Estética própria: uma arte pedagógica que, para se inserir na realidade política e social, busca ir além do que os olhos podem ver.
Boal afirmava que qualquer verdade pode se modificar de acordo com a cultura do grupo social em que está inserida. Da mesma forma, nossos sentidos são seletivos: podemos olhar para uma determinada realidade social (reluzida pela cultura de um grupo de pessoas) e nos recusar a enxergá-la. Nossos sentidos também podem esconder ou nos enganar. Para Boal, a arte tem o papel de revelar aquilo que se esconde, tocando no que sentimos ao observar algo, alguém ou alguma situação.
Por isso, o Teatro do Oprimido tira o espectador do lugar de passividade e o leva à ação.
O Teatro Fórum, por exemplo – uma das modalidades do Teatro do Oprimido –, coloca o espectador dentro da cena, para que ele mesmo possa lidar com a situação de opressão enfrentada por sua personagem. No Teatro Invisível – outra modalidade –, a encenação ocorre sem que o público saiba que se trata de uma representação, colocando uma personagem em situação de opressão e dando liberdade para que a plateia (que se pensa real) possa intervir na cena.
Através dos sentidos — e do sentir —, o teatro pode mostrar algo que estava escondido, algo que não seria óbvio, mesmo que estivesse à vista. Como disse Boal: “Torna consciente o que já estava em nós impregnado.” Boal conta que, certa vez, um camponês do MST afirmou: “O Teatro do Oprimido é bom porque nos ensina tudo o que já sabíamos!”
A palavra “estética” está relacionada ao termo grego "aisthēsis", que significa sensação, percepção ou sensibilidade.
Boal diz que a Estética nasce com o bebê, já que, desde bebês, somos marcados por nossos sentidos. Nossos primeiros contatos com o mundo são estéticos, “organizadores de sensações” do mundo ao redor, dos desejos, perigos, ameaças, prazeres etc. A partir dessas sensações, nos integramos ao mundo que habitamos. Para Boal, essa forma de se relacionar com o mundo faz parte de uma linguagem estética, assim como o teatro, a dança e as artes plásticas.
Por isso, uma Estética dos Sentidos – que nos leve a sentir e a agir, alinhando nossas sensações e percepções sobre o mundo –, pode nos ajudar a nos inserir de modo conveniente em uma realidade social, tornando-nos capazes de transformá-la. Além disso, ela amplia em muitas camadas a nossa percepção própria, tanto no plano individual quanto no coletivo.
O que faz sentido é aquilo que sentimos.

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